Meu primeiro amor enrolado: Deva Curl

Assim que comecei minhas pesquisas em busca de produtos pro meu mais novo e recém inaugurado cabelo lembrei que lia muito em blogs de moda do famosíssimo Morrocanoil. Passei, então, a procurar onde podia comprá-lo e descobri que tinha uma linha especial para cachos.

Não tive dúvida e não me importei com os preços, pelo contrário, segui aquela regra, muito da errada, por sinal, de que “quanto mais caro melhor” e já estava quase finalizando minha compra dos produtos Morrocanoil pela internet quando pensei “acho que vou dar uma cortada no cabelo antes.”

Assim, joguei no Google: “cabelo cacheado cabelereiro são paulo” e achei o Floreal Salon.

Depois de ver que só usavam os produtos Deva decidi pesquisar mais sobre eles e a rotina low/no poo. Achei muitas informações aqui e aqui. Nesse ínterim decidi que compraria os produtos antes mesmo de ir ao salão (quis testar antes de cortar o cabelo pra já chegar com ele prontinho pro corte).

Desisti do Morrocanoil e comprei o Low-Poo, One Condition e o B-Leave-in. Recebi, comecei a usar. Daí, aquela coisa, né? SO-FRI-DO. Foi isso aí que meu cabelo ficou, sofrido. Vejam, tinha acabado de sair de uma vida de cabelos lisos que não me davam trabalho nenhum. Acordava, estava pronta. As vezes colocava uns bobs de plástico na ponta, deixava meia horinha e voilá, cabelo de princesa Disney. Não sabia ainda o que fazer com tudo que tinha evitado por anos: meu cabelo de verdade.

O fato é que não sabia a técnica Deva, estava perdida com a história de Low/No poo e fazia o seguinte: lavava o cabelo todo com o Low Poo (hoje sei que só devo lavar o couro cabeludo), passava o One Condition (nessa fase sem problemas, amém) e finalizava com o B-Leave-in (passando no cabelo úmido e com pente). Erro, erro, errro (com três “R” mesmo). Fiz isso por uma semana e meia só, sofrendo pra sair de casa. Durante esse tempo me vieram mil traumas de infância tipo: minha mãe puxando meu cabelo pra pentear porque ele era todo embaraçado e eu gritando. Medo.

seria você meu salvador?
seria você meu salvador?

Pensei que algo não estava sendo feito da maneira correta. Afinal, se tanta gente adorava os produtos, porque pra mim não estava funcionando? Decidi que era hora de ir ao salão pra ver se tirava minhas dúvidas e aprendia um pouquinho.

Fui até lá, fiz a hidratação. Resultado? Meu cabelo ficou horrível. Meio liso, meio enrolado (lembrando que eu tinha acabado de fazer uma selagem). Ficou brilhante e duro com o gel. Horrível. Horrível mesmo. Tipo, the horror. Mas não desisti, ainda mais que me falaram que é normal o cabelo “se assustar” com os produtos quando está acostumado com a antiga rotina.

Minha mãe (adoradora de selagens) também se arriscou na empreitada comigo nesse dia, momento “ok, já que não tem volta vou te apoiar”. Saiu do salão zoando que parecia que a gente tinha feito dreads hahahaha.

oi, mãe. tô lora e limda.
oi, mãe. tô lora e limda.

No salão conversando com a cabeleireira descobri que o B-Leave-in não é recomendado pro meu tipo de cabelo, que é enrolado. Ele é mais indicado pra cabelos Afro (tenho um cheinho aqui, alguém quer?). Aprendi ainda nesse dia toda a técnica e me falaram pra ver os vídeos no site deles.

Com o tempo fui aprendendo a usar tudo. Levei o Angéll pra casa e, mesmo tendo me dado meio mal com ele no começo, aprendi a usar e a gostar bastante do resultado.

Da Heaven in Hair também gosto bastante. Deixa meu cabelo ultra macio e leve!

<3
<3

Comprei também o No-Poo que passei a usar todos os dias sendo que o Low uso duas vezes por semana. Se seguisse a risca a técnica não lavaria tanto os cabelos, mesmo ele tendo a raiz oleosa, mas o coitado ainda está se acostumando a essa vida nova. Ele e eu.

Eu tenho sido basicamente uma devota da Linha Deva nesses 6 meses, mas vamo combinar que ele não é muito barato, né? Tem me impedido de experimentar coisas novas. Pelo que pago neles acaba faltando verba pra outros investimentos, ainda mais que eu uso muito, já que não me acostumei a usar condicionador mesmo pra lavar o cabelo, nem aprendi a fazer receitas caseiras. Mas isso tudo vem com o tempo. Estou fazendo meu laboratório de experiências e venho dividir aqui!

O fato é que pra quem está em fase de transição, como eu, considero Deva uma grande jogada logo de cara. Nem que seja pra investir só em algumas coisinhas (tipo um dos shampoos ou condicionador) acho uma boa. Pra mim tem dado MUITO certo! #devalovers

tô deva
tô deva
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Em terra de chapinha, você pode ficar sem cabelo

Faz quase meio ano que decidi deixar pra trás chapinhas, e processos que alisavam o cabelo (insira aqui todas as escovas/progressivas possíveis) e me entregar as minhas madeixas como elas vieram ao mundo: encaracoladas.

Já tinha ouvido falar muito que aceitar seu cabelo enrolado é um ato político, mas ainda não tinha me convencido disso. Muito pelo contrário.

Quando descobri a chapinha, nos idos dos meus 13 anos, depois de algum tempo com ela decidi que nosso relacionamento nunca teria fim: eu tinha descoberto o par perfeito pros meus cabelos, até então, impossíveis de tratar.

Mas o que aconteceu foi que, justamente há 6 meses, numa consulta de rotina à minha dermatologista relatei que meu cabelo estava caindo e muito ralo. Depois de me perguntar minha rotina com ele, que na época era: chapinha dia sim/dia não para esperar a raiz crescer, já que a ultima progressiva que havia feito (e quase morrido fazendo, travou minha garganta e todas aquelas coisas super legais que a gente que alisa o cabelo sabe que acontece numa progressiva ou outra) estava saindo. Depois de tudo isso ela me deu um ultimato: ou parava com os alisamentos, ou meu cabelo cairia cada dia mais.

Não precisei nem pensar duas vezes, era melhor ficar com o cabelo “zoado” do que sem ele todinho. Nem alisar ia poder sem cabelo, né?

Conversei com a minha mãe. Ela, que alisa o cabelo desde que me entendo por gente, disse que era conversa de dermatologista e que nada ia acontecer. Disse que eu não devia voltar a usar o cabelo do jeito que era pois era muito indomável e feio e me deixaria estressada. Normal, o que mais esperar de quem, pensando em me fazer o bem, me levava pra alisar os cabelos desde adolescente?

Mesmo assim, preferi seguir o conselho médico (afinal, era visível que meu cabelo estava muito pouco) e decidi: já que ia ter o cabelo natural, faria o possível pra que ele ficasse o mais apresentável possível.

Ainda sem o apoio da minha mãe querida, tive o apoio do meu pai que afirmou, quando a ouviu dando o contra: “Acho que a Marília deve deixar o cabelo enroladinho sim, fica ótimo e é natural.” Além do apoio do meu lindo namorado que tem acompanhado de perto toda a transição (não é fácio hahaha) e da minha melhor amiga que é da família dos ondulados e adora um cabelo al naturale.

Desde então minha empreitada em busca dos cachos perfeitos tem sido um caminho cheio de pesquisas, leituras e investimentos. Ainda mais que vivo na dúvida se meu cabelo ainda está em fase de transição (já que fiz minha última selagem em novembro, pra uma peça que ia apresentar e já tinha decidido fazer de cabelo liso) ou se ele já se livrou de toda a química.

Hoje, há quase seis meses desintoxicada hahaha acredito, realmente, que aceitar seu cabelo como ele é uma questão de atitude. Ainda bem que quase aconteceu uma tragédia (é, perder o cabelo é trágico pra qualquer mulher), pra que eu me desse conta de que cada dia mais precisamos nos aceitar, e amar, como somos. Afinal, isso também é política.

obrigada por me fazer entender, migue!
obrigada por me fazer entender, migue!
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